Novo Banco nega "qualquer venda a partes relacionadas"

Notícias ao Minuto   09/04/2021 07:56

O Novo Banco esclareceu, esta sexta-feira, que não foram detetadas quaisquer transações irregulares com partes relacionadas, no seguimento das declarações, na audição parlamentar, do antigo diretor de auditoria interna do Novo Banco, Luís Seabra. Por isso, "nega qualquer venda a partes relacionadas".

"Independentemente de existirem à data normas específicas, ou genéricas, que regulassem tais transações, todas as auditorias externas e internas, concluíram pela inexistência de vendas a partes relacionadas. Este facto foi comprovado por todas as averiguações ordenadas pela Gestão do Banco, entre outras verificações independentes", refere a instituição bancária, num comunicado enviado às redações.

Mais acrescenta que "entre essas análises estão a inspeção realizada pelo banco a todas as vendas de imóveis superiores a cinco milhões ordenada pelo CEO e as avaliações independentes realizadas as transações de portfólios por entidades independentes, posteriores à saída do Dr. Luís Seabra".

O antigo diretor de auditoria interna do Novo Banco, Luís Seabra, disse na quinta-feira, que a instituição não tinha uma norma reguladora quando começou a vender crédito malparado, apesar de não ter encontrado desconformidades na venda da primeira carteira.

Sobre os conflitos de interesse, à data, no início de 2020, foi identificado que "não foram fornecidas à auditoria evidências de que tivesse sido seguido um processo que garantisse que não havia conflitos de interesse sobre estas matéria".

Assim, segundo Luís Seabra, acabaram por não ser "identificadas situações de conflitos de interesse ou de partes relacionadas".

"O Banco, conforme referiu o Dr. Luís Seabra e bem, apenas definiu uma política sistemática para venda de carteiras apenas em 2020, através da aprovação por sua iniciativa de uma norma interna a partir de 2020. Antes disso toda a análise era já realizada conforme documentação já anteriormente enviada ao Parlamento mas sem recurso a norma específica. O que melhorou foi a 'robustez' de todo o processo", acrescenta a instituição.

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