(OFF) Ex-Botafogo, Celso Roth ‘desafia’ Guardiola: ‘Lá ele tem timaço, quero ver trabalhar no Brasil’

FogãoNET   15/09/2021 22:00

Ex-treinador de grandes clubes brasileiros, como Botafogo, Flamengo, Vasco, Palmeiras, Santos, Grêmio, Internacional, Atlético-MG e Cruzeiro, Celso Roth falou no programa “Resenha de Primeira” sobre os técnicos estrangeiros no Brasil. Para ele, poucos deram certo e até Guardiola teria dificuldade.

– Não tenho nada contra o treinador estrangeiro, acho que têm que vir para acrescentar e ajudar. Alguns deram certo, quem deu certo completamente foi o (Jorge) Jesus, que tem problemas sérios de comunicação e resultado no próprio país. Não tenho nada contra os estrangeiros. Mas o (Jorge) Sampaoli trabalhou no Santos e no Atlético-MG, foi ganhar o Campeonato Mineiro em cima de time do interior. Todos os treinadores são bem-vindos desde que tragam coisas novas. Só quem tem feito coisas novas no futebol é o Bielsa – disse Celso Roth.

O treinador de 63 anos, atualmente sem clube, propôs uma espécie de desafio a Guardiola.

O Guardiola começou com um jeito de jogar no Barcelona, o “tik-tok”, “tok-tik” (sic), que era originalmente brasileiro. Todo mundo achou que era novidade. A gente copia os outros, mas quando nos copiam achamos que é uma coisa nova. Com todo respeito ao Guardiola, saiu do Barcelona, foi para a Alemanha e teve problema. Chegou no Manchester (City), teve problema. Ajeitou o time como? Ganhou o Inglês, mas perdeu a Liga dos Campeões. Contra o Chelsea, eram dois times absolutamente equilibrados defensivamente, com saídas reativas, falando modernamente. Porque se eu falar saída no contra-ataque vão me chamar de antigo. O Chelsea foi mais feliz, foi campeão europeu – afirmou.

Quero ver ele (Guardiola) trabalhar aqui. Nada contra ele, acho excelente. Quero ver entrar na metade da competição, ouvindo “isso aqui é o que nós temos, agora tem que fazer o time andar” – declarou.

Celso Roth também comentou sobre a fama de treinador defensivo que ganhou ao longo da carreira e a refutou.

– Sobre o rótulo (de retranqueiro), a mídia de uma forma em geral gosta desse tipo de coisa. Tanto para o bem quanto para o mal. No meu caso foram dois momentos. Meu início no Internacional em 97, quando tive que montar o Inter que foi campeão gaúcho em cima do Grêmio. Passei quatro ou cinco meses monossilábico, o que causou um problema com a mídia do Rio Grande do Sul e acabou indo comigo para o restante dos meus trabalhos. E a situação do Palmeiras em 2001, em um dos programas que fui eu disse que um time tem que ser equilibrado em todos os setores, mas começa a ser montado pela defesa, porque defender é mais fácil que ser criativo, encontrar espaços onde a maioria dos jogadores não enxergam. Arrumando bem defensivamente fica mais fácil depois fazer o time jogar futebol e ter confiança em si mesmo. A partir de então levaram essa declaração como defensivista e passei a ter esse rótulo. Não sou, nunca fui nem é da minha metodologia ser defensivista. Mas o treinador tem que fazer o trabalho de acordo com o plantel que tem. Não sou um treinador retranqueiro, prefiro um time equilibrado – ponderou Roth, que voltou a citar Guardiola.

– Guardiola tem um timaço, mas chega no fim do ano e pede mais jogadores, seja do continente que for. Nós aqui chegamos e nos falam que há dinheiro para duas ou três contratações razoáveis. Essa é a nossa realidade – completou.

Veja o vídeo:

Celso Roth se declara ao Botafogo em entrevista. Veja vídeo abaixo: