"A única regra do futebol português é desrespeitar o FC Porto"

Notícias ao Minuto   05/05/2021 07:48

O diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, aproveitou o tema do ataque de uma claque do Benfica à Torcida Verde, do Sporting, para lançar críticas àquilo que considera ser a "incompreensível diferença de tratamento entre o FC Porto e os outros clubes".

"Houve um confronto entre claques, que causou feridos. Foi uma situação grave, onde até se falou numa tentativa de atropelamento, remetendo para a morte de Piccini em 2017. Foi de extrema gravidade e passou mais ou menos em claro pelos media portugueses. Que os adeptos tenham noção da constante e permanente perseguição ao FC Porto. Intenção é ferir Pinto da Costa e o próprio clube. Há um sem número de situações muito graves com outros clubes, que também incluem ataques a jornalistas. Isto chega a um ponto que é inaceitável e o FC Porto não pode ficar de braços cruzados", começou por dizer o dirigente em declarações no Porto Canal.

"Sabe-se que Pedro Pinho é adepto do FC Porto e já lhe retiraram licença de empresário. E o caso do Paulo Gonçalves, porque é que a FPF não fez nada? Já depois de sair de fininho do Benfica, estamos a falar de uma pessoa que vai ser julgada por corrupção, mas isso não impediu que lhe fosse atribuída a licença e tem tido influência em várias transferências de jogadores. A FPF não tem problemas em atestar a idoneidade dessa pessoa. Mas do Pedro Pinho já tem. Há sempre dois pesos e duas medidas. Única regra do futebol português é desrespeitar o FC Porto. Quer-se hiperbolizar o que se passou em Moreira de Cónegos e tem-se tentado colar ao episódio o FC Porto e o seu presidente", acrescentou.

Críticas a Hugo Miguel e à APAF

Francisco J. Marques voltou a falar da arbitragem em Moreira de Cónegos, deixando palavras duras sobre Hugo Miguel e o presidente da APAF, Luciano Gonçalves.

"Importa ter noção que Hugo Miguel comete muitos erros graves. Se erra em grande quantidade não pode arbitrar a este nível. Interfere na verdade desportiva. Quando alguém não consegue desempenhos ao nível do exigido, tem de ser posto de parte. Nas quatro épocas mais recentes, em todas elas vemos casos muito graves", afirmou.

"A APAF faz sempre este numero com o FC Porto. É uma forma de tentar varrer para debaixo do tapete os problemas. A APAF tem de responder a uma questão: houve ou não erros graves que influenciaram o resultado? E outra: houve ou não uma adulteração da verdade desportiva? Há uma sucessão de jogos com erros inaceitáveis. A APAF não pode ou não deve, pois perde a credibilidade, fingir que os problemas não existem", finalizou.

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